Recentemente, 4 casos confirmados de insuficiência renal foram relatados estando ambos ligados ao alisamento brasileiro. Esse tratamento capilar, que se tornou indispensável para muitas pessoas, traz sérios problemas. Alisar, disciplinar, reduzir o frizz e facilitar o penteado: um sonho para a maioria de nós! Mas, por trás dessas belas promessas, muitas vezes se escondem perigos importantes para a saúde. O que há de verdade nisso? Quais substâncias devem ser evitadas e por quê? Vamos analisar tudo consigo neste artigo.
O alisamento brasileiro é um tratamento à base de queratina, proteína naturalmente presente nos cabelos, que ajuda a alisar a fibra capilar. O cabeleireiro promete deixar os cabelos mais lisos, maleáveis, fáceis de pentear e sem frizz por, em média, 3 meses.
Para obter tais resultados, como deve imaginar, a composição não é das melhores. A mistura aplicada nos cabelos age sobre a fibra capilar durante um tempo de pausa que varia entre 30 e 60 minutos.
A fórmula do alisamento brasileiro geralmente contém diferentes substâncias:
Queratina: o elemento essencial, responsável por “repor” a proteína nos fios, alisar e supostamente deixá-los mais resistentes.
Aminoácidos: teoricamente ajudam a nutrir e reestruturar os cabelos.
Formaldeído: utilizado para fixar a queratina na fibra capilar. É um dos ingredientes mais controversos, já que é “graças” a ele que os cabelos permanecem lisos por vários meses. A OMS (Organização Mundial da Saúde) o classificou como substância cancerígena.
Ácido glioxílico: usado como “alternativa” ao formaldeído, pois permite modificar temporariamente a estrutura do cabelo. Mas uma alternativa deveria ser mais saudável, certo? Nem sempre: estudos recentes mostram que ele está ligado a casos de insuficiência renal.
Silicones e óleos: adicionados para dar brilho e proteger os cabelos das agressões externas.
Conservantes: usados para prolongar a vida útil do produto. Entre os mais comuns estão parabenos, sulfatos e conservantes sintéticos como o fenoxietanol.
Agentes alisantes: alguns tratamentos, especialmente os destinados a cabelos muito crespos, contêm agentes químicos agressivos, como o hidróxido de sódio.
Agentes emolientes e condicionantes: ajudam a suavizar os fios, reduzir o frizz e facilitar o desembaraço.
Fragrâncias: adicionadas para mascarar o forte odor de alguns ingredientes químicos, como o ácido glioxílico ou o formaldeído.
Um tratamento capilar que promete milagres para os fios quase sempre vem acompanhado de uma lista extensa de ingredientes. Então, qual é o verdadeiro perigo do alisamento brasileiro?
O formaldeído é conhecido como um componente perigoso há vários anos. A OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou-o como cancerígeno para os seres humanos (grupo 1) em 2024. Isto significa que existem provas suficientes de que a exposição prolongada ao formaldeído aumenta o risco de desenvolver certos tipos de cancro, como os do aparelho respiratório ou leucemia.
Segundo o INRS (Instituto Nacional Francês de Investigação e Segurança), o formaldeído é “inflamável, corrosivo e tóxico”.
Além disso, alguns sintomas podem surgir, como irritações nos olhos e na pele, tosse, dificuldades respiratórias ou alergias.
Desde o início do ano, a Anses (Agência Nacional Francesa de Segurança Sanitária da Alimentação, do Ambiente e do Trabalho) recebeu quatro notificações de casos de insuficiência renal aguda relacionados com a utilização de produtos de alisamento brasileiro. Três intoxicações ocorreram entre janeiro e agosto de 2024, e um quarto caso foi declarado em outubro. No entanto, é possível que o número de pessoas afetadas seja muito maior.
Estudos aprofundados estão atualmente a ser conduzidos pela Anses. Até que estes estudos sejam concluídos, a agência recomenda precaução e desaconselha a utilização de produtos alisantes que contenham ácido glioxílico.
Se este ingrediente lhe é familiar e acredita ter sido exposto ao ácido glioxílico, saiba que os sinais de insuficiência renal podem surgir algumas horas após a exposição. Eles manifestam-se por dores abdominais ou lombares, náuseas e/ou vómitos. É essencial consultar um médico caso sinta algum destes sintomas ou contactar um centro de informações sobre intoxicações, indicando sempre a utilização do alisamento brasileiro.
Só porque quer cuidar de si mesma, não significa que deva se expor a riscos. É imperativo e urgente colocar a sua saúde em primeiro lugar. Os casos de insuficiência renal devem ser levados a sério, pois qualquer pessoa pode se encontrar nesta situação. Quatro casos notificados em menos de um ano são significativos e podem assustar.
É perfeitamente possível cuidar do cabelo sem perigo, utilizando produtos profissionais saudáveis e naturais. Tenha atenção a escolher produtos REALMENTE ecológicos, como aqueles certificados por um selo ambiental. Os produtos Hairborist são certificados pela Ecogarantie, o selo mais rigoroso da Europa, um verdadeiro selo de qualidade.
Chega de alisamento brasileiro, colorações químicas e tratamentos capilares nocivos. Diga olá aos produtos naturais com composição transparente e à coloração vegetal.
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